Ano: 
2019
Categoria: 
Atenção à saúde da pessoa idosa no ambiente domiciliar
Região da Prática: 
Nordeste
Município: 
João Pessoa
Instituição Responsável: 
Serviço de Atenção Domiciliar
Parceiros: 
Universidade Federal da Paraíba
Coordenação da experiência: 
Ana Karênina de Freitas Jordão do Amaral / Simone Pereira Lins Chaves
Telefone institucional: 
(83) 9989-40259
Email da coordenação: 
splfono@msn.com
Qual a esfera da experiência?: 
Grupo B - Municípios
O que motivou a realização dessa experiência?: 
Com o início da atuação no Serviço de Atenção Domiciliar (SAD-JP/ PROGRAMA MELHOR EM CASA), tive a oportunidade, mais uma vez, de atuar no cuidado à Pessoa Idosa, e em especial pós Acidente Vascular Cerebral (AVC), com alterações de deglutição, iniciando um ciclo apaixonante de vivência profissional. Neste espaço, faz-se notório o perfil epidemiológico relevante, quanto ao AVC em pessoas idosas e as alterações características, como consequência. Sendo as alterações de deglutição, fator de um elevado grau de disfunção que compromete, desde os hábitos alimentares à qualidade de vida. Além da devida importância do diagnóstico e reabilitação precoces, com o profissional de Fonoaudiologia, que podem fazer a diferença em suas vidas e nos contextos familiares. Diante do entusiasmo em compreender acerca deste processo vital alterado, e sua devida repercussão no idoso pós-AVC, seus benefícios com a fonoterapia e consequente reabilitação; e ainda a necessidade da indicação deste paciente de forma célere ao profissional, para o devido acompanhamento, é que surgiu o interesse em desenvolver, um instrumento para direcionar estes pacientes ao Fonoaudiólogo pelos profissionais da Rede de Atenção à Saúde (RAS). Devido à minha Especialização em Saúde Pública e em Fonoaudiologia Hospitalar e Disfagia, busquei estudar o envelhecimento humano e suas repercussões no pós-AVC. Foi quando observei que os idosos acometidos por AVC apresentavam, na maioria das vezes, sinais clínicos de transtornos de deglutição. A pessoa idosa, apresentando transtornos de deglutição ou disfagia, quando internada em ambiente hospitalar, ou mesmo em situações ambulatoriais e internações domiciliares, necessita ser direcionada ao profissional de fonoaudiologia de forma célere e eficaz, reduzindo de forma precoce os riscos de complicações e garantindo uma reabilitação efetiva das sequelas. Percebe-se a necessidade do direcionamento do idoso no pós-AVC, ao fonoaudiólogo, pelos profissionais dos serviços de saúde de forma efetiva e segura, assim surgiu a ideia de estruturar o instrumento para que esses idosos fossem encaminhados ao serviço de atenção domiciliar e ao profissional de fonoaudiologia, a fim de propiciar qualidade de vida alimentar aos idosos assistidos no domicílio.
O que se esperava modificar ou realizar através da iniciativa?: 
A suscetibilidade e os aspectos relacionados ao processo de envelhecimento e da velhice justificam a noção já exposta de que o estado de saúde transcende os limites puramente biológicos, e mais que o controle das doenças, o objetivo maior é a melhora da qualidade de vida e fatores associados a capacidade funcional. Para atender a essa visão abrangente de saúde deve ser levada em consideração a complexa inter-relação entre os aspectos físicos, funcionais e psicológicos da saúde e da doença, além das condições socioeconômicas e fatores ambientais. Faz-se importante e notório que na prática esse conhecimento necessite de uma avaliação multiprofissional da pessoa idosa, preferencialmente realizada por uma equipe interdisciplinar. (JOTZ, ANGELIS, 2017). A despeito do agravo das doenças crônicas da população idosa, e especificamente do acidente vascular cerebral (AVC), em que o idoso estará diante de incapacidades funcionais, em que será necessário um diagnóstico multidimensional e a intervenção multiprofissional. Essa intervenção da equipe multidisciplinar, se dará com planejamento de estratégias de reabilitação e tratamento amplo, visando a evolução da capacidade funcional, que é indicador de qualidade de vida. (COSTA et al, 2014). Sabendo que o idoso acometido por AVC, trás implicações importantes, e fatores limitantes, e dentre eles, está o comprometimento da neurofisiologia da deglutição que se relaciona com a nutrição e hidratação da pessoa idosa, gerando complicações como a desidratação e a má nutrição, diretamente ligadas a funções orgânicas vitais no ser humano e aumentando o risco de isolamento e depressão. Nessas condições, é importante a realização da avaliação com o profissional da fonoaudiologia, a fim de que a sua intervenção, minimize o risco de óbitos e internações hospitalares em idosos fragilizados, em tempo hábil (DEDIVITIS et al, 2017). Assim, verificou-se a necessidade de criar uma ferrramenta/instrumento que auxiliasse ao idoso com alterações de deglutição no pós-AVC, para ser utilizado por profissionais de saúde de uma equipe multiprofissional e posteriormente a realização do encaminhamento ao Fonoaudiólogo de forma rápida e eficaz, através dos serviços de saúde pública, a fim de realizar o rastreamento das alterações de deglutição, evitando o aumento nos índices de morbidade em idosos, por pneumonia aspirativa, por exemplo.
Descreva as metas para o desenvolvimento da experiência (de 1 a 4, no maximo): 
Desenvolver nos profissionais de saúde não fonoaudiólogos o conhecimento acerca das peculiaridades Profissionais de saúde (não fonoaudiólogos), o entendimento de quais são as alterações de deglutição em idosos pós-AVC.
Construir um checklist para rastreamento das alterações de deglutição em idosos que sofreram acidente vascular cerebral por profissionais de saúde não fonoaudiólogos.
Contribuir para o melhor direcionamento do idoso no pós-AVC, ao profissional de fonoaudiologia, para que seja realizada a assistência aos pacientes com transtornos de deglutição, e viabilizar o processo de recuperação mais rápido.
Minimizar o índice de óbitos em idosos por pneumonias aspirativas, dentre outros.
Qual o perfil dos idosos envolvidos nessa experiência?: 
Pessoas Idosas de ambos os sexos, dependente ou independente, portador de doenças crônicas não-progressivas, ou até em cuidados paliativos.
De que forma a experiência foi divulgada ao público?: 
Através de Matriciamento na (RAS).
Onde foi desenvolvida?: 
A experiência foi desenvolvida no município de João Pessoa no estado da Paraíba .
Como os idosos foram selecionados para participar?: 
Idosos que apresentassem sequelas de AVC e transtornos de deglutição.
Quantos idosos pretendiam alcançar com essa experiência?: 
400
Quantos idosos participaram da experiência, por ano de atividade?: 
A experiência tem pouco mais de 1,6 meses , e em 01 ano tivemos uma média de 150 idosos e nos 06 meses um número de 70 idosos.
Ao final, ou até o momento, quantos idosos participaram da experiência?: 
220
Qual o principal motivo da saída dos idosos nas atividades da experência? Porque deixaram de participar?: 
Os idosos que recebiam alta fonoaudiológica e que tiveram êxito durante o processo fonoterapêutico domiciliar, bem como, aqueles que vieram a óbito.
Descreva detalhadamente como eram as atividades realizadas: 
O relato de experiência de Profissionais Multidisciplinares que atuam no SAD JP-PB. A Fonoaudiologia insere-se na atenção domiciliar por meio da EMAP (Equipe Multiprofissional de Apoio), seguida do encaminhamento da EMAD (Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar), de acordo com a Portaria Nº 825/2016. A EMAD realiza as visitas e se o paciente necessitar do Tratamento Fonoaudiológico a EMAP é acionada. Os atendimentos acontecem à pacientes restritos ao leito ou ao lar de maneira temporária ou definitiva, e ainda em Paliação. A intervenção fonoaudiológica acontece em idosos com patologias crônico-degenerativas (em cuidados paliativos) ou pelo próprio processo de envelhecimento, a atuação é na reabilitação das alterações da comunicação humana, dificuldades na voz e na disfagia, por meio de ações de avaliação e reabilitação. No contexto local, a maioria dos pacientes atendidos são acometidos por Acidente Vascular Encefálico (AVE), doenças neurodegenerativas, doenças crônicas e câncer. As visitas da equipe são realizadas semanalmente, e cada paciente é tratado de forma singular. O cuidado acontece de forma compartilhada entre terapeuta/cuidador/familiares, como também de forma integrada entre os profissionais das equipes. A atuação no SAD se fortalece pelo caráter interdisciplinar, seja mediante a construção do Projeto Terapêutico Singular (PTS), seja no domicílio, intervindo na decisão conjunta da passagem de Sonda nasoenteral (SNE), ou outra via alternativa de alimentação como a gastrostomia, caso necessário. Ressalta-se ainda a estreita relação da fonoaudiologia e nutrição, a qual potencializa a eficácia da terapêutica e reabilitação do usuário, minimizando o quadro de desnutrição e desidratação.
Descreva quais as dificuldades encontradas para realização das atividades.: 
Durante a realização do processo de cuidado, a dificuldade encontrada é quando estamos diante de uma família ou o próprio idoso, que não dar continuidade ao cuidado compartilhado, e é resistente, não segue as condutas e orientações deixadas pela equipe do Serviço de Atenção Domiciliar.
Quais foram os resultados observados depois da implementação?: 
As repercussões do envelhecimento para a sociedade são consideráveis, especialmente no que diz respeito à saúde. Com o aumento da longevidade, o desafio é viver mais e de forma saudável e com maior qualidade de vida. O Brasil vem experimentando um envelhecimento populacional extremamente rápido e é nesse contexto que o número de indivíduos com mais de 60 anos de idade tem se apresentado de forma crescente e desorganizado. À medida que aumenta a expectativa de vida e cresce o número de idosos, tornam-se mais frequentes as complicações, que modificam o perfil de saúde da população e a demanda sobre o sistema de saúde; predominantemente doenças crônicas e suas complicações, são os maiores índices de ocorrência, ocasionando problemas em vários domínios da funcionalidade, que se refere à capacidade de realizar atividades de vida diária, na mobilidade, a comunicação (linguagem compreensiva e expressiva) com a relação interpessoal e doméstica afetada, função da deglutição, no autocuidado, dentre outros. Essas incapacidades geram angústia e depressão, no âmbito psicológico, já no plano econômico-social ocorre o impacto econômico, quer seja pela própria incapacidade da pessoa idosa, quer seja pela necessidade do cuidador. Para tanto, caberá a Fonoaudiologia, atuar de forma precisa e prática de forma humanizada promovendo o bem-estar físico, mental e social do paciente. E ocorre através da necessidade de atender as dificuldades de deglutição, voz e fala de pacientes encaminhados e com diagnóstico de doenças crônicas-degenerativos; a desordem de deglutição pode ser uma das causas mais comuns, podendo ser a principal causa de morbidade relacionada às complicações respiratórias e à desnutrição. No entanto, àqueles que necessitam de intervenção fonoaudiológica, está contribuição será significativa em sua reabilitação, que ocorrerá de forma parcial ou total, dependo do grau de comprometimento da área afetada, garantindo uma melhor qualidade de vida a pessoa idosa e seus familiares, propiciando a manutenção da socialização, da autonomia e do envelhecimento ativo e saudável objetivando adequar o mais breve possível às funções alteradas. A reabilitação e o gerenciamento da disfagia, em idosos acometidos por AVC embora possa apresentar caráter curativo, poderá ocorrer em caráter readaptativo e paliativo, exigindo a atuação da equipe multidisciplinar.
Descreva os resultados observados de acordo com as metas previstas: 
Direcionamento do idoso no pós-AVC, ao profissional de fonoaudiologia, para a assistência aos pacientes com transtornos de deglutição, viabilizando o processo de recuperação mais rápido.
Percepção da equipe multidisciplinar e encaminhamento ao profissional de fonoaudiologia de forma assertiva e efetiva.
Melhoria quanto a participação efetiva da equipe na melhora do paciente idoso acamado.
Diminuição de internação hospitalar e óbitos decorrentes de pneumonias aspirativas e complicações decorrentes de transtornos de deglutição.
Descreva em forma de indicadores quantitativos (números, proporções, taxas) os resultados alcançados pela experiência.: 
A inserção do Fonoaudiólogo na Equipe Multiprofissional de Apoio, significa trabalhar uma conquista de uma deglutição sem riscos de complicações futuras, preservar a vida e garantir a saúde nutricional do paciente, inserindo-se no contexto da patologia e da família e, consequentemente oferecendo a habilitação e/ou reabilitação do paciente idoso e de seus prazeres, que é alimentar-se e comunicar-se, dentre outros. Esses investimentos promoveram diminuição de internação hospitalar e riscos de infecções em leitos hospitalares, minimizando o sofrimento da pessoa idosa de forma plena e resolutiva, proporcionando qualidade de vida e bem-estar, ao paciente idoso acamado. A equipe interdisciplinar consegue enxergar a atuação fundamental do Fonoaudiólogo no Serviço de Atenção Domiciliar do SUS e no intuito de promover melhor qualidade de vida ao sujeito acamado. A prevenção para uma possível Disfagia acontece diariamente e a família possui um papel essencial no cuidado. Quando a alimentação por via oral não é mais possível, os profissionais irão expor aos familiares as alternativas razoáveis a alimentação, explicando as vantagens e desvantagens de cada método, tentando, desta forma minimizar a angústia e o sofrimento do doente a da família. A confiança construída a partir do elo formado entre terapeutas/pacientes/ familiares é o que torna possível a reabilitação do paciente Idoso. Atualmente, subsidiamos um total de 300 idosos acamados no município de João Pessoa e assistidos pelo SAD, sendo que uma margem de 15%, assistidos pela Fonoaudiologia , com atendimentos semanais de forma regular, e um período de no mínimo seis meses, para estabilizar o quadro clínico do Idoso, e esses investimentos promoveram diminuição de internação hospitalar e riscos de infecções em leitos hospitalares, minimizando o sofrimento da pessoa idosa de forma plena e resolutiva, proporcionando qualidade de vida e bem-estar, ao paciente idoso acamado.
Existe equipe responsável pelo monitoramento/avaliação da experiência?: 
Sim
Com que frequência se reúne?: 
Quinzenalmente
Quais os pontos positivos da experiência?: 
O cuidado no domicílio, adota uma abordagem humanista e integrada para o tratamento de pacientes com possibilidade de cura ou não; a fonoaudiologia enquanto agente neste processo de reabilitação e gerenciamento de idosos no pós-AVC e com alterações de deglutição, reduz os sintomas de desnutrição e desidratação, os episódios de internação hospitalar, e aumentando a qualidade de vida, das pessoas Idosas. As principais intervenções fonoaudiológicas analisadas para esses pacientes Idosos restrito ao leito, são as readaptações para uma alimentação segura e métodos ou estratégias para melhorar a comunicação do paciente idoso acamado. Sabendo que a alimentação não é só uma função biológica, também tem caráter social, religioso e se simbologia cultural importante no contexto social e no processo de interação social, promovendo acolhimento e bem-estar ao idoso.
Quais as limitações da experiência?: 
O relato de experiência, necessita de recursos humanos para assistir a demanda existente no município que é vasta, e para subsidiar este atendimento com qualidade, é necessário implantar mais equipes no Serviço de Atenção domiciliar, direcionadas a assistência domiciliar aos idosos restritos ao leito.
2019
-
Nordeste
Checklist para rastreamento de alterações da deglutição em idosos pós acidente vascular cerebral
Introdução
Com o início da atuação no Serviço de Atenção Domiciliar (SAD-JP/ PROGRAMA MELHOR EM CASA), tive a oportunidade, mais uma vez, de atuar no cuidado à Pessoa Idosa, e em especial pós Acidente Vascular Cerebral (AVC), com alterações de deglutição, iniciando um ciclo apaixonante de vivência profissional. Neste espaço, faz-se notório o perfil epidemiológico relevante, quanto ao AVC em pessoas idosas e as alterações características, como consequência. Sendo as alterações de deglutição, fator de um elevado grau de disfunção que compromete, desde os hábitos alimentares à qualidade de vida. Além da devida importância do diagnóstico e reabilitação precoces, com o profissional de Fonoaudiologia, que podem fazer a diferença em suas vidas e nos contextos familiares. Diante do entusiasmo em compreender acerca deste processo vital alterado, e sua devida repercussão no idoso pós-AVC, seus benefícios com a fonoterapia e consequente reabilitação; e ainda a necessidade da indicação deste paciente de forma célere ao profissional, para o devido acompanhamento, é que surgiu o interesse em desenvolver, um instrumento para direcionar estes pacientes ao Fonoaudiólogo pelos profissionais da Rede de Atenção à Saúde (RAS). Devido à minha Especialização em Saúde Pública e em Fonoaudiologia Hospitalar e Disfagia, busquei estudar o envelhecimento humano e suas repercussões no pós-AVC. Foi quando observei que os idosos acometidos por AVC apresentavam, na maioria das vezes, sinais clínicos de transtornos de deglutição. A pessoa idosa, apresentando transtornos de deglutição ou disfagia, quando internada em ambiente hospitalar, ou mesmo em situações ambulatoriais e internações domiciliares, necessita ser direcionada ao profissional de fonoaudiologia de forma célere e eficaz, reduzindo de forma precoce os riscos de complicações e garantindo uma reabilitação efetiva das sequelas. Percebe-se a necessidade do direcionamento do idoso no pós-AVC, ao fonoaudiólogo, pelos profissionais dos serviços de saúde de forma efetiva e segura, assim surgiu a ideia de estruturar o instrumento para que esses idosos fossem encaminhados ao serviço de atenção domiciliar e ao profissional de fonoaudiologia, a fim de propiciar qualidade de vida alimentar aos idosos assistidos no domicílio.
Objetivos
A suscetibilidade e os aspectos relacionados ao processo de envelhecimento e da velhice justificam a noção já exposta de que o estado de saúde transcende os limites puramente biológicos, e mais que o controle das doenças, o objetivo maior é a melhora da qualidade de vida e fatores associados a capacidade funcional. Para atender a essa visão abrangente de saúde deve ser levada em consideração a complexa inter-relação entre os aspectos físicos, funcionais e psicológicos da saúde e da doença, além das condições socioeconômicas e fatores ambientais. Faz-se importante e notório que na prática esse conhecimento necessite de uma avaliação multiprofissional da pessoa idosa, preferencialmente realizada por uma equipe interdisciplinar. (JOTZ, ANGELIS, 2017). A despeito do agravo das doenças crônicas da população idosa, e especificamente do acidente vascular cerebral (AVC), em que o idoso estará diante de incapacidades funcionais, em que será necessário um diagnóstico multidimensional e a intervenção multiprofissional. Essa intervenção da equipe multidisciplinar, se dará com planejamento de estratégias de reabilitação e tratamento amplo, visando a evolução da capacidade funcional, que é indicador de qualidade de vida. (COSTA et al, 2014). Sabendo que o idoso acometido por AVC, trás implicações importantes, e fatores limitantes, e dentre eles, está o comprometimento da neurofisiologia da deglutição que se relaciona com a nutrição e hidratação da pessoa idosa, gerando complicações como a desidratação e a má nutrição, diretamente ligadas a funções orgânicas vitais no ser humano e aumentando o risco de isolamento e depressão. Nessas condições, é importante a realização da avaliação com o profissional da fonoaudiologia, a fim de que a sua intervenção, minimize o risco de óbitos e internações hospitalares em idosos fragilizados, em tempo hábil (DEDIVITIS et al, 2017). Assim, verificou-se a necessidade de criar uma ferrramenta/instrumento que auxiliasse ao idoso com alterações de deglutição no pós-AVC, para ser utilizado por profissionais de saúde de uma equipe multiprofissional e posteriormente a realização do encaminhamento ao Fonoaudiólogo de forma rápida e eficaz, através dos serviços de saúde pública, a fim de realizar o rastreamento das alterações de deglutição, evitando o aumento nos índices de morbidade em idosos, por pneumonia aspirativa, por exemplo.
Metas
  1. Desenvolver nos profissionais de saúde não fonoaudiólogos o conhecimento acerca das peculiaridades Profissionais de saúde (não fonoaudiólogos), o entendimento de quais são as alterações de deglutição em idosos pós-AVC.
  2. Construir um checklist para rastreamento das alterações de deglutição em idosos que sofreram acidente vascular cerebral por profissionais de saúde não fonoaudiólogos.
  3. Contribuir para o melhor direcionamento do idoso no pós-AVC, ao profissional de fonoaudiologia, para que seja realizada a assistência aos pacientes com transtornos de deglutição, e viabilizar o processo de recuperação mais rápido.
  4. Minimizar o índice de óbitos em idosos por pneumonias aspirativas, dentre outros.
Público alvo
Pessoas Idosas de ambos os sexos, dependente ou independente, portador de doenças crônicas não-progressivas, ou até em cuidados paliativos.
Divulgação
Através de Matriciamento na (RAS).
Número de participantes
220
Atividades
O relato de experiência de Profissionais Multidisciplinares que atuam no SAD JP-PB. A Fonoaudiologia insere-se na atenção domiciliar por meio da EMAP (Equipe Multiprofissional de Apoio), seguida do encaminhamento da EMAD (Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar), de acordo com a Portaria Nº 825/2016. A EMAD realiza as visitas e se o paciente necessitar do Tratamento Fonoaudiológico a EMAP é acionada. Os atendimentos acontecem à pacientes restritos ao leito ou ao lar de maneira temporária ou definitiva, e ainda em Paliação. A intervenção fonoaudiológica acontece em idosos com patologias crônico-degenerativas (em cuidados paliativos) ou pelo próprio processo de envelhecimento, a atuação é na reabilitação das alterações da comunicação humana, dificuldades na voz e na disfagia, por meio de ações de avaliação e reabilitação. No contexto local, a maioria dos pacientes atendidos são acometidos por Acidente Vascular Encefálico (AVE), doenças neurodegenerativas, doenças crônicas e câncer. As visitas da equipe são realizadas semanalmente, e cada paciente é tratado de forma singular. O cuidado acontece de forma compartilhada entre terapeuta/cuidador/familiares, como também de forma integrada entre os profissionais das equipes. A atuação no SAD se fortalece pelo caráter interdisciplinar, seja mediante a construção do Projeto Terapêutico Singular (PTS), seja no domicílio, intervindo na decisão conjunta da passagem de Sonda nasoenteral (SNE), ou outra via alternativa de alimentação como a gastrostomia, caso necessário. Ressalta-se ainda a estreita relação da fonoaudiologia e nutrição, a qual potencializa a eficácia da terapêutica e reabilitação do usuário, minimizando o quadro de desnutrição e desidratação.
Resultados
As repercussões do envelhecimento para a sociedade são consideráveis, especialmente no que diz respeito à saúde. Com o aumento da longevidade, o desafio é viver mais e de forma saudável e com maior qualidade de vida. O Brasil vem experimentando um envelhecimento populacional extremamente rápido e é nesse contexto que o número de indivíduos com mais de 60 anos de idade tem se apresentado de forma crescente e desorganizado. À medida que aumenta a expectativa de vida e cresce o número de idosos, tornam-se mais frequentes as complicações, que modificam o perfil de saúde da população e a demanda sobre o sistema de saúde; predominantemente doenças crônicas e suas complicações, são os maiores índices de ocorrência, ocasionando problemas em vários domínios da funcionalidade, que se refere à capacidade de realizar atividades de vida diária, na mobilidade, a comunicação (linguagem compreensiva e expressiva) com a relação interpessoal e doméstica afetada, função da deglutição, no autocuidado, dentre outros. Essas incapacidades geram angústia e depressão, no âmbito psicológico, já no plano econômico-social ocorre o impacto econômico, quer seja pela própria incapacidade da pessoa idosa, quer seja pela necessidade do cuidador. Para tanto, caberá a Fonoaudiologia, atuar de forma precisa e prática de forma humanizada promovendo o bem-estar físico, mental e social do paciente. E ocorre através da necessidade de atender as dificuldades de deglutição, voz e fala de pacientes encaminhados e com diagnóstico de doenças crônicas-degenerativos; a desordem de deglutição pode ser uma das causas mais comuns, podendo ser a principal causa de morbidade relacionada às complicações respiratórias e à desnutrição. No entanto, àqueles que necessitam de intervenção fonoaudiológica, está contribuição será significativa em sua reabilitação, que ocorrerá de forma parcial ou total, dependo do grau de comprometimento da área afetada, garantindo uma melhor qualidade de vida a pessoa idosa e seus familiares, propiciando a manutenção da socialização, da autonomia e do envelhecimento ativo e saudável objetivando adequar o mais breve possível às funções alteradas. A reabilitação e o gerenciamento da disfagia, em idosos acometidos por AVC embora possa apresentar caráter curativo, poderá ocorrer em caráter readaptativo e paliativo, exigindo a atuação da equipe multidisciplinar.

Ficha técnica

Município:
João Pessoa
Instituição Responsável:
Serviço de Atenção Domiciliar
Coordenação da experiência:
Ana Karênina de Freitas Jordão do Amaral / Simone Pereira Lins Chaves
Email da coordenação:
splfono@msn.com
Telefone institucional:
(83) 9989-40259
Esfera da experiência:
Grupo B - Municípios
Categoria da experiência:
Atenção à saúde da pessoa idosa no ambiente domiciliar
Parceiros:
Universidade Federal da Paraíba
Fotos:

Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa/DAPES/SAS/MS
Telefone: (61) 3315-6226
idoso@saude.gov.br