Ano: 
2018
Categoria: 
Implementação da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa
Região da Prática: 
Nordeste
Município: 
Parnamirim
Instituição Responsável: 
Prefeitura Municipal de Parnamirim
Parceiros: 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Coordenação da experiência: 
Álvaro Campos Cavalcanti Maciel
Telefone institucional: 
(84) 3644-8104
Email da coordenação: 
proeva2018@gmail.com
Qual a esfera da experiência?: 
Grupo B - Municípios
O que motivou a realização dessa experiência?: 
O marco inicial para o desenvolvimento do projeto foi uma experiência prévia bem sucedida envolvendo o município de Parnamirim e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio projeto “Menopausa Saudável”. Este projeto era voltado para a atenção à mulher na transição menopáusica e objetivava avaliar mulheres neste período da história reprodutiva e, consequentemente, propor ações de promoção de saúde. Em seguida, uma vez estabelecida esta exitosa colaboração interinstitucional, surgiu uma nova oportunidade de desenvolver trabalhos com esta parcela da população, mas principalmente com as pessoas idosas. Esta oportunidade se deu quando em outubro de 2017 foi lançada a “Chamada pública para seleção de projetos de promoção e defesa dos direitos da Pessoa Idosa”, pelo Ministério de Direitos Humanos (MDH), via Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa. Por outro lado, havia também a necessidade e o desejo do município em ampliar ações que fortalecessem o uso da caderneta, ou seja, uma confluência de aspirações cuja meta final era aprimorar a assistência a pessoa idosa. Neste sentido, a UFRN, juntamente com o município, submeteu a proposta intitulada "IMPLEMENTAÇÃO DE UM SISTEMA DE AVALIAÇÃO GERIÁTRICA GLOBAL (SAÚDE E FUNCIONALIDADE) BASEADO EM UMA PLATAFORMA DIGITAL PARA TOMADA DE DECISÕES, MONITORAMENTO E PROMOÇÃO DO ENVELHECIMENTO ATIVO a este edital e foi aprovado com financiamento. Com vistas a dar uma identidade ao projeto, as equipes de saúde envolvidas escolheram o nome do projeto, que passou a se chamar “Projeto Pro-Eva” (Promoção ao Envelhecimento e vida Ativa). Nesta perspectiva, o projeto encontrava-se em consonância com o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH III), uma vez que atendia em sua amplitude às diretrizes do seu Art. 2, no Eixo Orientador II, na Diretriz 5, no que tange a Valorização da Pessoa Humana, no caso a pessoa idosa, como sujeito central do processo de desenvolvimento; assim como no Eixo III, onde se objetiva universalizar direitos em um contexto de desigualdades, no qual muitas vezes os idosos de baixa renda estão inseridos, principalmente no acesso aos serviços de saúde de qualidade, bem como promover a inserção, a qualidade de vida e a prevenção de agravos aos idosos. A partir dessas questões, envolvendo cidadania e direitos humanos, o objetivo geral do projeto foi criar um núcleo de avaliação e monitoramento de condições de saúde, com o foco no uso e fortalecimento da caderneta da pessoa idosa, uma vez que este documento hoje é, reconhecidamente, uma importante ferramenta de empoderamento e valorização da pessoa idosa. Paralelo a isto, o projeto também criou uma versão digital da caderneta da pessoa idosa, onde todas as informações coletadas nas avaliações serão inseridas neste sistema. Com a criação desse grande bancos de dados, com informações coletadas a partir da caderneta, o município poderá avançar no tocante a gestão de problemas relacionados a à saúde e funcionalidade, que podem ser melhor monitorados e, até mesmo, prevenidas as consequências de sua evolução.
O que se esperava modificar ou realizar através da iniciativa?: 
O objetivo geral do projeto foi implementar no Município de Parnamirim-RN um sistema de avaliação multidimensional, a partir do uso e fortalecimento da caderneta da pessoa idosa, baseado em uma Plataforma Digital para Tomada de Decisões, Monitoramento e Promoção do Envelhecimento Ativo. Este sistema está sendo implantado na Rede de Atenção à Saúde do Idoso, tendo como base operacional inicial as unidades básicas de saúde do bairro Monte Castelo, onde serão atendidos, preferencialmente, os idosos a partir de 60 anos de idade de baixa renda em risco de vulnerabilidade social. Com isso, espera-se desenvolver, por meio da Secretaria de Saúde do Município de Parnamirim-RN e apoio técnico e cientifico da UFRN, nas Unidades Básicas de Saúde, estratégias efetivas, baseadas nos princípios do Envelhecimento Humano proposto pela Organização Mundial da Saúde. No sentido de assegurar a autonomia individual e capacidade funcional necessárias para atingir a cidadania plena, a partir das informações geradas pelo sistema digital da caderneta, com consequente proposição de ações de saúde dentro desta perspectiva. Merece salientar também, a notória necessidade de um projeto que consiga integrar ações voltadas para a promoção dos direitos da pessoa idosa, uma vez que este grupo populacional vem sendo vitimizado diuturnamente e que possa agregar ações de acolhimento, encaminhamento e acompanhamento de demandas específicas, bem como ações de formação continuada dos agentes públicos, particularmente, sempre em busca da perspectiva de um trabalho em rede. Nesse sentido, diante de todas as demandas apontadas, proveremos ao idoso o acesso a ferramentas de monitoramento de sua condição de saúde e funcionalidade, valorizando a independência física e mental, redescobrindo possibilidades de viver sua própria vida como também a fase do ciclo vital, com a melhor qualidade possível.
Descreva as metas para o desenvolvimento da experiência (de 1 a 4, no maximo): 
Implementação do núcleo avaliação geriátrica global, no município de Parnamirim-RN.
Avaliação e monitoramento dos idosos, no município de Parnamirim-RN.
Disseminação e divulgação das ações e resultados do projeto
Qual o perfil dos idosos envolvidos nessa experiência?: 
Considerando que todos serão atendidos, o perfil do idoso do projeto é o mesmo que caracteriza sociodemograficamente a região do Nordeste brasileiro.
De que forma a experiência foi divulgada ao público?: 
a divulgação foi feita essencialmente por foram preparados materiais de divulgação, como camisas para os membros das equipes de saúde, visitas as casas das pessoas idosas pelos agente de saúde e distribuição de folders de divulgação nas UBS
Onde foi desenvolvida?: 
O projeto está sendo desenvolvido no município de Parnamirim, cidade da Grande Natal, no estado do Rio Grande do Norte. Inicialmente, o projeto está sendo desenvolvido no bairro Monte Castelo. Este bairro tem uma população de 13.609 moradores, com uma população estimada de idosos em cerca de 980 indivíduos. Conta com duas unidades de saúde, sendo duas equipes de estratégia de saúde da família em cada unidade. O projeto está acontecendo nas duas unidades, onde o atendimento ao idoso acontece prioritariamente as segundas em uma unidade e na terça na outra unidade.
Como os idosos foram selecionados para participar?: 
A princípio, a meta é que todos os idosos do bairro sejam selecionados e em seguida avaliados. Entretanto, em virtude da logística estabelecida, os primeiros que terão suas cadernetas preenchidas são aqueles que frequentam a UBS pelo programa HIPERDIA.
Quantos idosos pretendiam alcançar com essa experiência?: 
900
Quantos idosos participaram da experiência, por ano de atividade?: 
O projeto pretende que todos os idosos do Bairro Monte Castelo, cerca de 900 sujeitos, consigam seguir todo o protocolo de preenchimento e coleta dos dados até o final de 2018. Considerando que o projeto se encontra no primeiro ano, o número de idosos que já tiveram sua caderneta preenchida se encontra na faixa dos 300.
Ao final, ou até o momento, quantos idosos participaram da experiência?: 
300
Qual o principal motivo da saída dos idosos nas atividades da experência? Porque deixaram de participar?: 
Não se aplica.
Descreva detalhadamente como eram as atividades realizadas: 
A ação de preenchimento da caderneta se inicia com o convite dos agentes aos idosos da sua micro área para que os mesmo vão até a unidade básica de saúde. Ao chegar na unidade, o idoso é acolhido na recepção e encaminhado ao encontro de seu ACS para dar início ao preenchimento de sua caderneta, após, o ACS encaminha este idoso dentro da unidade seguindo um fluxo pré-determinado para a conclusão do preenchimento. O fluxo adotado após o ACS é: técnico de enfermagem, que colhe os dados vitais e informações antropométricas bem como realiza o exame de HGT; enfermeiro para coleta de informações sobre dor crônica e hábitos de vida; médico que coleta informações de cirurgias, medicamentos e polifarmácia, e por fim o dentista que avalia a saúde bucal. Ao passar pelo enfermeiro, o idoso é ainda orientado sobre o seu agendamento para a realização de exames laboratoriais de sangue, os quais são realizados a cada mês, sempre nos dias 6 e 20, com vinte marcações a cada data prevista. Após a avaliação pela equipe de saúde da família, o idoso é encaminhado a uma avaliação com instrumentos adicionais que não estão contidos na caderneta, envolvendo saúde e funcionalidade. A mesma é realizada por dois fisioterapeutas doutorandos em fisioterapia da UFRN e também participantes do PRO-EVA. Esta envolve instrumentos que avaliam: risco de quedas, fragilidade, desempenho físico e força de preensão manual, Finalizada toda a coleta, caderneta e instrumentos adicionais, todo o material é arquivado em uma caixa específica para aguardar a digitação. Um aluno de graduação de fisioterapia da UFRN e participante do projeto como bolsista tem a responsabilidade de pegar o material arquivado e digitá-lo no sistema, juntamente com os resultados do exame de sangue. Finalizada a digitação, a caderneta é devolvida ao idoso pelo ACS, juntamente com uma lembrança do projeto, uma caneca. Caso o idoso não consiga passar por todos os profissionais de saúde em um único dia, o ACS agenda com ele um novo dia de avaliação na própria unidade na segunda-feira seguinte com o objetivo de concluir o preenchimento.
Descreva quais as dificuldades encontradas para realização das atividades.: 
As dificuldades encontradas no projeto são praticamente as mesmas que acontecem no dia a dia de uma unidade de saúde. Se tivermos de apontar uma grande dificuldade, sem sombra de dúvidas a maior é fazer com que a equipe reconheça a importância do instrumento, ou seja, que o seu uso não necessariamente vai significar mais trabalho ou mais complexidade, mas que isso é seu trabalho e que no futuro esse esforço inicial vai significar uma assistência de melhor qualidade. Por fim, elencamos a seguir algumas outras dificuldades percebidas pela coordenação: 1- Dificuldades na UBS: -》Espaço físico das unidades de saúde, o que limita a coleta de dados já que as salas existentes já possuem utilização pelos profissionais da equipe de saúde da família; -》As coletas são realizadas no auditório ou sala de arquivos, consequentemente com muita gente dentro de um mesmo ambiente, o que pode atrapalhar em perguntas que precisem de concentração; -》Equipes de saúdes com desfalque de algum profissional; -》Alguns ACS tem dificuldade de compreender a caderneta mesmo após capacitação e esclarecimento de dúvidas na própria UBS; -》Profissionais que não preenchem a caderneta toda. 2- Dificuldades relacionadas aos idosos: -》Não comparecimento no dia marcado; -》Falta de paciência para passar por toda a equipe de saúde para o preenchimento da caderneta.
Quais foram os resultados observados depois da implementação?: 
Considerando que o projeto ainda se encontra numa fase inicial, acreditamos que o grande resultado obtido foi a implantação do fluxo de atendimento do idoso dentro da unidade (conforme esquema que está no material em anexo). Hoje, cada profissional sabe da sua responsabilidade e de como o idoso irá percorrer as diversas profissões, seguindo o fluxo de preenchimento. Outro marco importante é o reconhecimento do projeto pela própria comunidade. Muitos idosos sabendo do projeto já se dirigem as unidades afim de ter informações sobre o mesmo e de como devem proceder para preencherem as suas cadernetas. Com mais algum tempo, passaremos para uma nova etapa que é o processamento das informações coletadas e a consequente identificação de demandas de saúde que poderão ser trabalhadas pela equipes em ações especificas, como no processo terapêutico singular (PTS).
Descreva os resultados observados de acordo com as metas previstas: 
O sistema virtual da caderneta foi criado e está em uso
As equipes de saúde das UBS foram capacitadas e sensibilizadas
A rotina de avaliação e preenchimento da caderneta foi elaborada e implantada
Descreva em forma de indicadores quantitativos (números, proporções, taxas) os resultados alcançados pela experiência.: 
Por enquanto, o único indicador que conseguimos gerar foi o número total de idosos que tiveram sua caderneta preenchida, que está na faixa dos 30% de cobertura.
Existe equipe responsável pelo monitoramento/avaliação da experiência?: 
Sim
Com que frequência se reúne?: 
mensalmente
Quais os pontos positivos da experiência?: 
Em grande parte já apontado anteriormente. Ademas, esse movimento que foi criado pelo projeto já está contaminando outras unidades de saúde, que estão demonstrando interesse em participar do projeto.
Quais as limitações da experiência?: 
Em grande parte já apontado anteriormente.
2018
-
Nordeste
Pro-Eva (Promoção ao Envelhecimento e vida Ativa)

TÍTULO COMPLETO: Pro-EVA (Promoção ao Envelhecimento e vida ativa)

INTRODUÇÃO

O marco inicial para o desenvolvimento do projeto foi uma experiência prévia bem-sucedida envolvendo o município de Parnamirim e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio projeto “Menopausa Saudável”. Este projeto era voltado para a atenção à mulher na transição menopáusica e objetivava avaliar mulheres neste período da história reprodutiva e, consequentemente, propor ações de promoção de saúde. Em seguida, uma vez estabelecida esta exitosa colaboração interinstitucional, surgiu uma nova oportunidade de desenvolver trabalhos com esta parcela da população, mas principalmente com as pessoas idosas. Esta oportunidade se deu quando em outubro de 2017 foi lançada a “Chamada pública para seleção de projetos de promoção e defesa dos direitos da Pessoa Idosa”, pelo Ministério de Direitos Humanos (MDH), via Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa. Por outro lado, havia também a necessidade e o desejo do município em ampliar ações que fortalecessem o uso da caderneta, ou seja, uma confluência de aspirações cuja meta final era aprimorar a assistência a pessoa idosa. Neste sentido, a UFRN, juntamente com o município, submeteu a proposta intitulada "IMPLEMENTAÇÃO DE UM SISTEMA DE AVALIAÇÃO GERIÁTRICA GLOBAL (SAÚDE E FUNCIONALIDADE) BASEADO EM UMA PLATAFORMA DIGITAL PARA TOMADA DE DECISÕES, MONITORAMENTO E PROMOÇÃO DO ENVELHECIMENTO ATIVO a este edital e foi aprovado com financiamento. Com vistas a dar uma identidade ao projeto, as equipes de saúde envolvidas escolheram o nome do projeto, que passou a se chamar “Projeto Pro-Eva” (Promoção ao Envelhecimento e vida Ativa).

Nesta perspectiva, o projeto encontrava-se em consonância com o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH III), uma vez que atendia em sua amplitude às diretrizes do seu Art. 2, no Eixo Orientador II, na Diretriz 5, no que tange a Valorização da Pessoa Humana, no caso a pessoa idosa, como sujeito central do processo de desenvolvimento; assim como no Eixo III, onde se objetiva universalizar direitos em um contexto de desigualdades, no qual muitas vezes os idosos de baixa renda estão inseridos, principalmente no acesso aos serviços de saúde de qualidade, bem como promover a inserção, a qualidade de vida e a prevenção de agravos aos idosos. A partir dessas questões, envolvendo cidadania e direitos humanos, o objetivo geral do projeto foi criar um núcleo de avaliação e monitoramento de condições de saúde, com o foco no uso e fortalecimento da caderneta da pessoa idosa, uma vez que este documento hoje é, reconhecidamente, uma importante ferramenta de empoderamento e valorização da pessoa idosa. Paralelo a isto, o projeto também criou uma versão digital da caderneta da pessoa idosa, onde todas as informações coletadas nas avaliações serão inseridas neste sistema. Com a criação desses grandes bancos de dados, com informações coletadas a partir da caderneta, o município poderá avançar no tocante a gestão de problemas relacionados a à saúde e funcionalidade, que podem ser melhor monitorados e, até mesmo, prevenidas as consequências de sua evolução.

OBJETIVOS

  • O objetivo geral do projeto foi implementar no Município de Parnamirim-RN um sistema de avaliação multidimensional, a partir do uso e fortalecimento da caderneta da pessoa idosa, baseado em uma Plataforma Digital para Tomada de Decisões, Monitoramento e Promoção do Envelhecimento Ativo. Este sistema está sendo implantado na Rede de Atenção à Saúde do Idoso, tendo como base operacional inicial as unidades básicas de saúde do bairro Monte Castelo, onde serão atendidos, preferencialmente, os idosos a partir de 60 anos de idade de baixa renda em risco de vulnerabilidade social. Com isso, espera-se desenvolver, por meio da Secretaria de Saúde do Município de Parnamirim-RN e apoio técnico e cientifico da UFRN, nas Unidades Básicas de Saúde, estratégias efetivas, baseadas nos princípios do Envelhecimento Humano proposto pela Organização Mundial da Saúde. No sentido de assegurar a autonomia individual e capacidade funcional necessárias para atingir a cidadania plena, a partir das informações geradas pelo sistema digital da caderneta, com consequente proposição de ações de saúde dentro desta perspectiva. Merece salientar também, a notória necessidade de um projeto que consiga integrar ações voltadas para a promoção dos direitos da pessoa idosa, uma vez que este grupo populacional vem sendo vitimizado diuturnamente e que possa agregar ações de acolhimento, encaminhamento e acompanhamento de demandas específicas, bem como ações de formação continuada dos agentes públicos, particularmente, sempre em busca da perspectiva de um trabalho em rede. Nesse sentido, diante de todas as demandas apontadas, proveremos ao idoso o acesso a ferramentas de monitoramento de sua condição de saúde e funcionalidade, valorizando a independência física e mental, redescobrindo possibilidades de viver sua própria vida como também a fase do ciclo vital, com a melhor qualidade possível.

METAS

  • Implementação do núcleo avaliação geriátrica global, no município de Parnamirim-RN;
  • Avaliação e monitoramento dos idosos, no município de Parnamirim-RN;
  • Disseminação e divulgação das ações e resultados do projeto.

PÚBLICO-ALVO

Considerando que todos serão atendidos, o perfil do idoso do projeto é o mesmo que caracteriza sociodemograficamente a região do Nordeste brasileiro.

NÚMERO DE PARTICIPANTES

900

DIVULGAÇÃO

A divulgação foi feita essencialmente por foram preparados materiais de divulgação, como camisas para os membros das equipes de saúde, visitas as casas das pessoas idosas pelos agentes de saúde e distribuição de folders de divulgação nas UBS.

ATIVIDADES

A ação de preenchimento da caderneta se inicia com o convite dos agentes aos idosos da sua micro área para que os mesmo vão até a unidade básica de saúde. Ao chegar na unidade, o idoso é acolhido na recepção e encaminhado ao encontro de seu ACS para dar início ao preenchimento de sua caderneta, após o ACS encaminha este idoso dentro da unidade seguindo um fluxo pré-determinado para a conclusão do preenchimento. O fluxo adotado após o ACS é: técnico de enfermagem, que colhe os dados vitais e informações antropométricas bem como realiza o exame de HGT; enfermeiro para coleta de informações sobre dor crônica e hábitos de vida; médico que coleta informações de cirurgias, medicamentos e polifarmácia, e por fim o dentista que avalia a saúde bucal. Ao passar pelo enfermeiro, o idoso é ainda orientado sobre o seu agendamento para a realização de exames laboratoriais de sangue, os quais são realizados a cada mês, sempre nos dias 6 e 20, com vinte marcações a cada data prevista. Após a avaliação pela equipe de saúde da família, o idoso é encaminhado a uma avaliação com instrumentos adicionais que não estão contidos na caderneta, envolvendo saúde e funcionalidade. A mesma é realizada por dois fisioterapeutas doutorandos em fisioterapia da UFRN e também participantes do PRO-EVA. Esta envolve instrumentos que avaliam: risco de quedas, fragilidade, desempenho físico e força de preensão manual. Finalizada toda a coleta, caderneta e instrumentos adicionais, todo o material é arquivado em uma caixa específica para aguardar a digitação. Um aluno de graduação de fisioterapia da UFRN e participante do projeto como bolsista tem a responsabilidade de pegar o material arquivado e digitá-lo no sistema, juntamente com os resultados do exame de sangue. Finalizada a digitação, a caderneta é devolvida ao idoso pelo ACS, juntamente com uma lembrança do projeto, uma caneca. Caso o idoso não consiga passar por todos os profissionais de saúde em um único dia, o ACS agenda com ele um novo dia de avaliação na própria unidade na segunda-feira seguinte com o objetivo de concluir o preenchimento.

EQUIPE

O projeto está a cargo de dois professores do Departamento de Fisioterapia e dois alunos de doutorado. Quanto aos membros das equipes de saúde das duas unidades básicas, temos o seguinte quantitativo:

02 Diretor

09 ASG: 9

06 Téc. de Enfermagem

04 Enfermeiro

04 Médico

02 Dentista

01 TSB

26 ACS

02 Auxiliar de farmácia

01 Arquivista

01 Administrador

04 Digitador

01 Acolhimento

02 Psicólogo

02 ACD's

01 Motorista

02 Agente social

04 Recepcionista

02 Porteiro

02 Fisioterapeutas (alunos de doutorado)

02 Alunos de graduação em fisioterapia

EQUIPAMENTOS E RECURSOS FINANCEIROS

Os recursos físicos utilizados no projeto são todos aqueles pertencentes as próprias unidades básicas de saúde, ou seja, os prédios das unidades, mobiliários, material de expediente entre outros.

O projeto foi contemplado com recursos no Ministério dos Direitos humanos. O recurso total aprovado foi na ordem de R$ 440.000,00 (quatrocentos e quarenta mil) reais. Esse valor está servindo para que todas as atividades propostas sejam desenvolvidas, e envolvem, de forma resumida, os seguintes itens:

  • Diárias - R$ 26.622,00;
  • Passagens - R$ 37.000,00;
  • Outros auxílios financeiros a pessoas físicas - R$ 40.000,00;
  • Outros serviços de terceiros - pessoa física – R$ 134.500,00;
  • Outros serviços de terceiros - pessoa física - pessoa jurídica - R$ 27.000,00;
  • Obrigações tributárias e contributivas – R$ 15.700,00
  • Material de consumo – R$ 79.200,00

TOTAL 360.022,00 OBS: Aproximadamente R$ 80.000 (oitenta mil) reais foram destinados a um outro sub-projeto que está em fase inicial de execução e envolve o uso de dispositivos de monitoramento, que serão estudados em uma sub-amostra de idoso. Ou seja, esse recurso não envolve diretamente as ações relacionadas ao uso da caderneta da pessoa idosa.

RESULTADOS

O sistema virtual da caderneta foi criado e está em uso. As equipes de saúde das UBS foram capacitadas e sensibilizadas. A rotina de avaliação e preenchimento da caderneta foi elaborada e implantada.

Ficha técnica

Município:
Parnamirim
Instituição Responsável:
Prefeitura Municipal de Parnamirim
Coordenação da experiência:
Álvaro Campos Cavalcanti Maciel
Email da coordenação:
proeva2018@gmail.com
Telefone institucional:
(84) 3644-8104
Categoria da experiência:
Implementação da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa
Parceiros:
Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa/DAPES/SAS/MS
Telefone: (61) 3315-6226
idoso@saude.gov.br